terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Skeleton Archer III



Meu rosto começou a arder, tentei abrir meus olhos e descobri onde eu estava meus ouvidos captavam uma fogueira e uma risada. Finalmente meus olhos entraram em foco e pude enxergar o bandido amarrando Cristina enquanto passava a língua em sua face, por um momento me senti preso, mas logo minhas mãos se soltaram facilmente uma onda de raiva e força assolou meu corpo e nublou minha visão.
Senti que não havia controle do meu corpo e só queria matar o filho da puta, mas antes eu tinha um dever para com Cristina, meu corpo obedecia a um comando. Senti o arco saindo saquei e do ombro direito saíram três flechas, puxei uma e tencionei o arco e atirei na corda que prendia Cristina e ela caiu no chão. O bandido sacou o revólver e apontou na minha direção e um clarão iluminou a floresta, de repente tudo ficou calmo e nenhuma preocupação passou pela minha cabeça e pude reparar as estrelas enquanto eu caia em direção ao chão, será que é assim que se sente uma estrela cadente? O filho da mãe ainda não tinha terminado e apontou de novo a arma, eu mantia um olho mirando nele enquanto via Cristina correndo em minha direção, ela passou por ele num segundo e um segundo clarão iluminou a floresta, senti um peso acertando meu braço. Estranhamente uma coisa macia encostou em minhas mãos como se fosse uma tentativa de me manter na realidade.
MISERÁVEL! Agora nada mais me importava Cristina foi atingida, lágrimas saíram poderosas de meus olhos, uma dor explodiu em meu peito e todo meu corpo estremeceu, de repente senti várias pontadas saindo pela minha pele. Depois disso só captei sons, sons de madeiras rachando ou se quebrando, sons de milhares de coisas rasgando o ar e o principal som de um grito assustado que virou de dor e depois silêncio. Silêncio.
As estrelas brilharam intensamente, mas logo foi substituída por uma floresta, uma nova floresta. As árvores eram finas e se contorciam, os troncos eram cobertos por musgo verde e havia uma estranha névoa impedindo de eu ver mais do que 10 metros adiante. Eu encarava um caminho que se seguia reto até a névoa torná-la branca, como eu havia chegado aqui? Onde é aqui? E o principal eu estaria morto?
—Onde eu estou?
Uma forma negra surgiu da névoa branca em minha frente e avançava até parecer um figura gigantesca, dois enormes olhos vermelhos se iluminaram a floresta, um urro constante vinha da figura como um animal preparando para atacar. Em pânico recuei alguns passos para trás, aquela coisa me observava, sempre com sua figura protegida pela neblina, eu só sabia que era grande, muito grande e terrivelmente mortal. E tinha um ódio por mim.
−O que é você?!
A estranha floresta sumiu como se fosse de açúcar e um rio atravessam por ela, as estrelas voltaram a brilhar no céu, era uma noite sem nuvens onde podia enxergar a luz de cada estrela no céu. Algo suspirou em meu ouvido e uma voz sufocada falava:
—Rodrigo, vo-cê me salvou. Prometa-me que sempre será assim, corajoso e guerreiro, meu guerreiro. N-não se pre-preocupe comigo es-estarei bem.
Os lábios dela encostaram rapidamente na minha boca, havia gosto de sangue. Ela se afastou e voltou a falar em meu ouvido:
—Sem-sempre te amei.
Novamente silêncio.
Acordei numa cama fina e um forte cheiro de hospital entupiu minhas narinas, estava no pronto-socorro de meu município, meu corpo todo estava doendo principalmente em dois lugares no tórax, onde a bala tinha me acertado e no rosto sendo que eu não me lembrava de nada acertando meu rosto. Um grito de exclamação e logo fui acolhido por dois braços gentis:

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