terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Skeleton Archer parte II



Lembrei-me justamente dos meus dias mais felizes na terra, quando eu tinha oito anos andava com minha vizinha para cima e para baixo, éramos inseparáveis e toda tarde íamos para uma pequena clareira na floresta e brincávamos com o arco e flecha dela, disparando num alvo preso numa árvore. Meus pais vivam modestamente e não tinha o luxo de comprar um arco para mim, mas não me importava afinal garantia que eu e Cristina ficássemos juntos, até que em um dia. Atirei uma flecha longe do alvo e Cristina falou:
—Ih! Rodrigo que tiro foi esse? Errou feio.
—Você ouviu isso?
—O quê?
Estava assustado, não é todo dia em que um rugido de uma fera fala o seu nome, senti meu suor encharcar minhas roupas e leves tremores desciam pela minha coluna fazendo meu corpo tremer e estava ciente que Cristina tava começando a se assustar.
—Eu ouvi um-um rug-grito. B-Bem próximo.
Ela se aproximou e deu um abraço em mim e ficou comigo até que eu pudesse me acalmar.
—Melhor?
—Sim. Obrigado.
—Não tem o que temer, certo?
—É acho que tem razão e além do...
Um poderoso urro explodiu em minha cabeça, o urro trazia raiva e um ódio profundo dirigido a minha pessoa, eu senti aquele urro dentro de mim, cada parte do meu corpo tremeu diante a força do urro e minha mente se tornou um mar negro e revolto de insanidade.
De repente senti pontadas de dor pelo meu corpo e ao ver meus braços, ossos perfuraram minha pele e rasgavam minha camisa. Gritei, mas que inferno era esse! Um tapa na cara me fez parar de gritar, uma exclamação de dor e um olhar furioso de Cristina.
—Pare de gritar um momento Rodrigo.
—... —não sabia o que fazer ela me deixou em choque.
—Ai! Calma tenho certeza que tudo vai se resolver se você se acalmar, tá vendo esses ossos pararam de crescer.
—Você pode vê-los?
—Claro que posso.
—Mas o que está havendo comigo?
—Calma, primeiro de que adianta essa gritaria? Acalmasse, respire.
Respirei fundo.
−Olhe! Algumas pontas retrocederam! Se acalme e imagine o seu corpo normal, pense que os ossos estão voltando.
Não me acalmei, mas não me deixei o desespero me tocar. Respirei fundo e de olhos fechados imaginei meu corpo voltando ao normal, uma sensação nunca sentida percorreu meu corpo, senti como se lentamente alguém derramasse um líquido por toda a minha pele.
—Rodrigo!
—O quê?
—Veja! Sumiram muitos.—meus braços ainda tinha alguns pontos brancos mas eram poucos.—O quê você fez?
—Nada, acho... só imaginei meu corpo ao normal.
—Acho que esses ossos respondem aos seus pensamentos. Vamos imagine sem nenhum osso, como era antes.
Obedeci e pelo gritinho de exclamação deu certo. Já estava ficando tarde e resolvemos voltar no dia seguinte e discutir o ocorrido. À noite me tranquei no meu quarto, queria ficar só, além do mais eu não queria correr o risco de meus pais entrarem no meu quarto e me encontrasse cheio de ossos. Começou bem inquieta e demorei a pregar o olho, porém aos poucos consegui dormir, no meu sonho eu ouvi um chamado, algo me chamava, chamava o meu nome. Um grunhido me acordou com força e não preguei os olhos a noite toda. De manhã fingi para meu pai e para os professores esperando a tarde onde poderia enlouquecer sem a olhar crítico das pessoas. Cristina apareceu na hora marcada e antes que eu fizesse qualquer coisa ela pediu um minuto, ela procurou um galho médio no chão e falou:
—Pronto, estou preparada para te parar.
—Para quê o galho?
—Da última vez acabei machucando meu braço, tenho certeza que não irá te machucar.
Ok... Isso já estava ficando estranho, o quê ela ia fazer? Bater-me? Tomara que não precise fazer isso.
—Então o que eu devo fazer? Por que você quis me ver hoje, Cristina?
—Acho que você tem que controlar esse dom.
—Hã? Você está doida?
—Veja bem Rodrigo se você não tiver o controle total é bem provável que se você estiver em outra ocasião e não ter o controle você poderá machucar as outras pessoais. Eu vou te ajudar, não se preocupe.
—Não me preocupar?! Eu sou um monstro, nunca mais poderei me misturar com as outras pessoas. Se afaste de mim antes que você se machuque.
—Rodrigo! Não se sinta assim, é tudo questão de se acostumar. Veja você ainda não reclamou ainda da dor.
Olhei para meus braços e vi que eles adquiriram os ossos, mas não sentia nem sequer uma dor. Sorri para Cristina, ela tinha descoberto era tudo questão de controle, não deu nem três horas da tarde e conseguia controlar perfeitamente as aparições e desaparições. Apesar da estranheza sorríamos um para o outro contentes, naquela tarde descobri que podia tirar os ossos e lançá-los da minha pele.
—Que massa agora você só precisa comprar um arco para usar essas flechas infinitas.
Meu pensamento se fixou em um arco, logo senti minha camisa rasgando horizontalmente de minhas costas com uma mão puxei um arco feito de ossos e cartilagens.
—Rodrigo? Isso é maravilhoso. Agora você é um super-herói.
—Que conversa é essa? Não salvei ninguém até hoje.
Rimos mais um pouco, mas como nada dura para sempre e de repente alguém vêm sacanear com você. Quando recolhi os ossos e nos preparávamos para ir embora, antes de saímos da floresta nosso caminho foi barrado por um homem. Seus cabelos sujos e grandes caiam sobre seu rosto manchado por fuligem e terra, ele vestia um sobretudo marrom e havia claramente um brilho metálico, ele falou com um sorriso estranho no rosto:
—Estão perdidos, guris?
—Não. —respondi rapidamente tentando contorná-lo, mas as pernas dele acompanhavam meus dribles.
—É perigoso andar nessas bandas desprotegido, guris, algo pode acontecer e me sentiria mal por isso. —seu sorriso estranho e um olhar de malicioso faziam suas palavras saírem vazias.
—Nossos pais estão logo ali. —falou Cristina tentando controlar seu medo, ela estava tremendo de medo podia sentir enquanto colocava meu corpo para protegê-la.
—Então acho melhor levá-los até eles. —ele avançou contra nós e imediatamente pulei contra ele gritando “CORRE!!!”, depois recebi um golpe no rosto e perdi a consciência.
Escuro.
     Muito escuro.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Ridiculous 6

 Sou um grande fã das produções da Netflix, são produções bem produzidas em uma qualidade surpreendente, diferente do Sy-Fy que os filmes são mais independentes com pouquíssimo recurso nas histórias e nos efeitos. Sempre gostei da temática western no cinema então fui acompanhar o Ridiculous 6 e...




 O que posso dizer? Adam Sandler tentando dar uma de herói solitário arrastando o sotaque que me lembrou ele no papel de Little Nick, Adam trouxe seus amigos inseparáveis amigos como Rob Schneider para acompanhá-lo na sua aventura. A ambientação e o figurino estão de parabéns, a história me apresentou um homem preste a se casar que foi criado por índios desde que perdeu sua mãe, Adam se mostra o típico herói galhofa logo nos momentos iniciais do filme, onde mostra que tem super poderes, poderes que surgem de uma hora para a outra. Conhecido como Faca Branca ele possui uma perícia no arremesso de facas impressionante, só isso daria para abordar bastante o personagem, mas quiseram transformar ele em um todo poderoso com a simples explicação: Isso é Místico.

 Bom vamos do início, o Faca Branca é confrontado no início da trama por uma gangue de idiotas usando seus poderes ele derrota e então o filme realmente começa, A trama se passa quando o pai do Faca Branca o procura, dizendo que está velho, que quer morrer e quer oferecer os $50 mil para o filho (dinheiro que como no "Mil maneiras de morrer no oeste" demonstra é muuuito dinheiro). O Faca se recusa, mas no dia seguinte bandidos aparecem e fazem o pai de refém, nesse momento já descobri todo o plano dos bandidos, mas continuei esperançoso.

 Aí Tommy (Faca Branca) começa a sua jornada de roubos de bancos e de pessoas que são más, afinal não há honra em roubar de pessoas boas, mas e se eu roubar de pessoas más? Um Robin Hood com um pouco de ideologia equivocada. No seu primeiro roubo ele conhece seu primeiro meio-irmão e seu inseparável burro que prontamente o ajuda, eles roubam o banco e outro irmão aparece o Lil Pete, quem diria que o Jacob faria um papel de um ingênuo e abestalhado kkkk (foi legal a caracterização e interpretação, mas tinha horas que pensei, porra seja um pouco mais esperto) eles roubam seu primeiro banco e vão atrás da maior conquista do seu pai onde ao lado está o Moinho Cantante local onde os bandidos prometeram matar o pai. Eles chegam em uma cabana e adivinha mais um irmão, dessa vez o Jorge Garcia interpreta um surdo e bobo, as piadas de mímicas são um ponto alto da trama. Em mais uma parada e mais dois irmãos, um ex agente secreto que agora bebe por conta da falha de seu passado e Terry Crews (POWWWEEEEEEERRRR) um músico de bar, rapidamente eles se conhecem, virão amigos e mais do que isso irmãos.

 Nessa hora vemos um monte de planos darem errado, mas os irmãos vão se safando por pura sorte, em um momento do filme o delegado diz que tem essa nova gangue causando confusão, mas não vemos na trama uma urgência, polícias ou até mesmo caçadores de recompensas atrás dos irmãos, também a parte do poker me pareceu jogado aleatório.

 No fim temos o confronto e o vilão da trama sequestra a mulher do Tommy e na confusão arrasta ela para uma mina escura onde ele acha que terá uma vantagem contra o super herói Adam Sandler, e nem ao menos fala que ele terá a vantagem. O maior problema desse filme foi o começo, foi tão nonsense e cheio de força que em nenhum momento eu duvidei que o Tommy corresse perigo. Bom o filme é legal pela comédia, mas não é tão bom.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Skeleton Archer



Lá estava eu me espreitando nas sombras, fazendo o mínimo som possível que chegava a ser tornar um sussurro no meio do maracanã num jogo do Brasil, havia carros empilhados por toda parte, montes de terra e lixo se erguiam e formavam pequenas montanhas. O chão era completamente de terra há muito tempo que a vegetação desistiu de crescer num lugar assim, o ferro-velho abandonado seria palco para um show, um show de morte, sangue e justiça. Como primeiro ato o crime organizado, segundo ato EU e no terceiro a Morte. As ferragens outrora carros e máquinas úteis agora eram pilhas de sucatas, mas essa noite elas ganharam novamente um uso, elas eram o meu esconderijo.
Por volta da uma da manhã os carros aparecerão, era uma compra de drogas, os bandidos desceram dos carros se examinaram e cumprimentarão-se calorosamente. De onde eu estava vi a maleta com dinheiro ser aberta para eu poder contar e a da droga ser conferida, apesar de ser um trabalho corriqueiro estavam nervosos, nervosos demais, hora de trabalhar. Na minha mão esquerda tinha um arco feito de ossos, o do meio era um osso curvo e grande, as pontas de arco curvavam para trás era feito por vários ossos pequenos como as pontas da mão, a corda era feita de uma cartilagem resistente e elástica. As flechas vinham do meu ombro direito três lanças feitas de vários ossos pequenos ficavam a mostra, puxei duas e imediatamente cresceu mais duas do lugar das retiradas.
Armei as duas flechas e apontei na cabeça de dois bandidos que conversavam coisas corriqueiras, tencionei a corda até minha mão encostar quase no meu ouvido e numa vibração duas colunas de sangue explodiram, corri rapidamente e puxei mais duas e plum mais dois já eram, corri um pouco mais e escalei uma coluna de carros e disparei uma, duas, três vezes que foi acompanhado pelos corpos dos bandidos. Os sete bandidos morreram sem nem ver o que tinha os atingidos, desci da coluna e caminhei até eles, todos mortos e dei um sorriso.
Empilhei as drogas no chão e cheguei à maleta com o dinheiro, como desconfiava havia um localizador entre as notas, joguei entre as drogas e com um isqueiro e um pouco de gasolina pus fogo. Peguei o dinheiro e coloquei na minha mochila e peguei “emprestado” um carro acho que era uma Mercedes, parei na primeira lanchonete e no estacionamento abandonei o carro e segui a pé. Enquanto bebia um copo de coca e comia um X-burguer olhei para o céu, estava sem nuvens e percebi as estrelas mais fortes brilhando conseguindo romper a luz de uma cidade. Não pude evitar que minha mente vagasse pelo espaço e tempo.