Lá estava eu me espreitando nas
sombras, fazendo o mínimo som possível que chegava a ser tornar um sussurro no
meio do maracanã num jogo do Brasil, havia carros empilhados por toda parte,
montes de terra e lixo se erguiam e formavam pequenas montanhas. O chão era
completamente de terra há muito tempo que a vegetação desistiu de crescer num
lugar assim, o ferro-velho abandonado seria palco para um show, um show de
morte, sangue e justiça. Como primeiro ato o crime organizado, segundo ato EU e
no terceiro a Morte. As ferragens outrora carros e máquinas úteis agora eram
pilhas de sucatas, mas essa noite elas ganharam novamente um uso, elas eram o
meu esconderijo.
Por volta da uma da manhã os
carros aparecerão, era uma compra de drogas, os bandidos desceram dos carros se
examinaram e cumprimentarão-se calorosamente. De onde eu estava vi a maleta com
dinheiro ser aberta para eu poder contar e a da droga ser conferida, apesar de
ser um trabalho corriqueiro estavam nervosos, nervosos demais, hora de
trabalhar. Na minha mão esquerda tinha um arco feito de ossos, o do meio era um
osso curvo e grande, as pontas de arco curvavam para trás era feito por vários
ossos pequenos como as pontas da mão, a corda era feita de uma cartilagem
resistente e elástica. As flechas vinham do meu ombro direito três lanças
feitas de vários ossos pequenos ficavam a mostra, puxei duas e imediatamente
cresceu mais duas do lugar das retiradas.
Armei as duas flechas e apontei
na cabeça de dois bandidos que conversavam coisas corriqueiras, tencionei a
corda até minha mão encostar quase no meu ouvido e numa vibração duas colunas
de sangue explodiram, corri rapidamente e puxei mais duas e plum mais dois já
eram, corri um pouco mais e escalei uma coluna de carros e disparei uma, duas, três
vezes que foi acompanhado pelos corpos dos bandidos. Os sete bandidos morreram
sem nem ver o que tinha os atingidos, desci da coluna e caminhei até eles,
todos mortos e dei um sorriso.
Empilhei as drogas no chão e
cheguei à maleta com o dinheiro, como desconfiava havia um localizador entre as
notas, joguei entre as drogas e com um isqueiro e um pouco de gasolina pus fogo.
Peguei o dinheiro e coloquei na minha mochila e peguei “emprestado” um carro
acho que era uma Mercedes, parei na primeira lanchonete e no estacionamento
abandonei o carro e segui a pé. Enquanto bebia um copo de coca e comia um
X-burguer olhei para o céu, estava sem nuvens e percebi as estrelas mais fortes
brilhando conseguindo romper a luz de uma cidade. Não pude evitar que minha
mente vagasse pelo espaço e tempo.
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