domingo, 15 de novembro de 2015

Super Silva

 Para falar desse livro preciso contar um pouco da história de como conseguir encontrar esse achado, eu sempre tive o sonho que uma biblioteca teria diversos livros de literaturas dos clássicos aos atuais, pensei que você poderia pegar qualquer livro e também doar os livros que fosse para um biblioteca. O quão grande foi minha decepção ao ver a biblioteca do meu colégio, só havia livros didáticos, nada contra mas cadê Assis, Bilac, Sheldon entre muitos, mas ignorei os primeiros contatos e fui atrás de perguntar sobre doações, já estava planejando uma campanha com todos os alunos para doarem seus livros antigos... Novamente a realidade foi cruel, eles aceitavam doações, mas só colocariam os livros que fossem aprovados, os de romance, policial, fantasia entre outros gêneros que não fossem aprovados de acordo coma grade curricular do colégio seriam doados para outro lugar.
 -Mas assim vocês não incentivam a leitura, nem todo mundo gosta de ler os didáticos ou os do programa de literatura. 
 Receber um "São as regras." com 7,6 anos foi um choque tremendo, ainda mais com um argumento que não entrava na minha cabeça. Ano depois mudei de colégio e nada que chamasse a atenção, foi então que mudei para Sergipe, e no colégio Módulo eu vi na lista de livros a palavra que fez meus olhos brilharem "MISTÉRIO", havia algumas dezenas de livros, livros que estavam na minhas mãos finalmente! Comecei pegando um por dia, logo dois e muitas vezes eu terminava entre as aulas e já corria para pegar outro antes de fechar foi um bom período, li drácula, frankstein, pedro bandeira e muitos mais livros, era raro não me ver com um livro nas mãos. Entre os muito que peguei um deles me marcou pelo bom humor, reverência e acima de tudo por identificar uma aventura brasileira.


 Não acho que seja conhecido, mas esse livro é um livro bom para ler para quem quer dar risadas e ver como seria um super herói no Brasil. A história nos apresenta Silva um borracheiro do Morro da Mangueira que foi  forçado a trabalhar em pleno carnaval, após um último serviço ele precisa jogar for umas peças no ferro ferro e já alcoolizado se esbarra em partes de fantasias de super heróis, máscara do batman junto com cinto, capacete do thor, tênis (escorregadio) do homem aranha e a camisa do superman e para completar a fantasia uma calota de fusca embaixo da camisa, junto com seu martelo de borracha. Quem nunca se vestiu de um monte de fantasias achadas em um ferro velho para pular o carnaval?
 Já vestido e indo em direção ao bloco de carnaval da sua rua, Silva se depara com situações envolvendo amigos e crimes, situações onde ou a cerveja ou as fantasias o  fizeram em direção do socorro de pessoas, bandidos foram derrotados e até mesmo uma bala acertou na calota dando a entender que o Silva era realmente o superman. Irritado com as situações e já atrasado para chegar em casa ele troca de roupa e encontra um lar carinhoso.
 Sua esposa reclama que ele está atrasado e provavelmente traindo-a
 Sua sogra reclama de dores, do preço do remédio e o atraso de vida que é o genro.
 Sua filha reclama da faculdade,
 Seu filho reclama das coisas que não tem em casa e
 Seu cachorro o morde irritado.
 Em meios as reclamações Silva tenta se explicar e vai vestindo a fantasia, quando completa parece que a figura tinha surgido na hora e todos ficam surpresos, logo as notícias dos feitos de Silva correm pelo Morro e tornando a lenda Super Silva cada vez mais conhecida.
 O livro tem uma boa dose de humor, seja das situações onde o Silva se mete, assim como também a interação dos outros personagens. Há uma parte muita boa onde uma repórter inventa o passado do Super Silva e um romance arrebatador entre os dois, mostrando a seriedade dos jornais populares e uma crítica a necessidade de se fazer vendas.

 É uma leitura com dose de armas, explosões, marretadas, sarcasmo e muito bom humor em uma louca fantasia de carnaval parece unir um pouco mais aquela família. Recomendo bastante para aquelas tardes em casa procurando algo divertido.

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